terça-feira, 29 de julho de 2008

-


Não há uma combinação de palavras que eu poderia colocar no verso de um cartão postal. Nenhuma canção que eu poderia cantar, mas eu poderia tentar pelo seu coração, nossos sonhos, eles são feitos de coisas reais, assim como uma caixa de sapato cheio de fotografias com um tom de sépia do amor. Amor é a resposta pelo menos para a maioria das questões no meu coração. Por que estamos aqui? E para onde vamos? E por que é tão difícil? Não é sempre fácil e às vezes a vida pode ser enganadora. Vou te dizer uma coisa, é sempre melhor quando nós estamos juntos. Nós olharemos para as estrelas quando estivermos juntos. Bem, é sempre melhor quando nós estamos juntos. E todos esses momentos podem encontrar um caminho para meus sonhos à noite, mas eu sei que eles terão ido embora quando a luz da manhã cantar ou trazem coisas novas para amanhã à noite, você verá que eles terão ido embora também, muitas coisas eu tenho que fazer. Mas se todos esses sonhos encontrarem um caminho para a minha cena do dia a dia eu teria a impressão que eu estava em algum lugar no meio, com apenas dois, só eu e você, não há muita coisa para fazermos ou lugares que devemos estar, nós sentaremos embaixo da árvore de manga, é sempre melhor quando nós estamos juntos, nós estamos em algum lugar no meio, juntos. Acredito em lembranças, elas parecem tão bonitas quando eu durmo, e quando eu acordo, você está tão bonito dormindo ao meu lado. Mas não há muito tempo, e não há, nenhuma canção que eu poderia cantar, e não há uma combinação de palavras que eu poderia dizer, mas mesmo assim vou dizer uma coisa. É sempre melhor quando nós estamos juntos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

-

And the history started again

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Como eu vi você


Eu te vi como meu herói, meu amor
Meu menino, sincero
Sentia-me completa, como se importasse só eu e você
Eu te vi como o homem mais lindo da terra
O único que me amaria do jeito que eu amei
Te vi como o garoto dos meus sonhos, meu protetor
Único menino que me entendia e me ouvia
Eu te vi como meu marido, meu amigo, meu irmão
Como um homem de palavra
Um garoto maduro
Eu te vi com todo meu amor
Como um porto seguro, o meu porto seguro
Te vi pegando na minha mão, e apenas na minha mão
Te vi me chamando de linda, só eu, única para você
Te vi um dia me pegando no colo, e me girando no ar
Eu vi você nos meus sonhos
Nos meus projetos
Te vi caminhando comigo, juntos, eu, você e Deus
Eu vi você me olhando como nunca olhou outra menina
Te vi pedindo minha atenção
Segurando meu rosto, para beija-lo
Te vi sorrindo comigo
Cantando
Te vi como um menino inteligente, humilde, brincalhão
Como um menino sensível
Como um príncipe, MEU príncipe
Te vi orando por mim de noite
Chorando para me ter com você
Te vi olhando apenas para mim
Te vi contando seus segredos no meu ouvido
Correndo comigo num campo verde
Eu te vi de uma forma que nunca vi outro menino
Te vi um dia comigo
Te vi um dia indo.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Corinne Bailey - Like a star

Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands,
Honor to love you,
Still i wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
You've got this look i can't describe,
you make me feel like I'm alive,
when everything else is a fade,
without a doubt you're on my side,
heaven has been away too long,
can't find the words to write this song
Of your love,
Still i wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
I have come to understand,
the way it is,
It's not a secret anymore,
'cause we've been through that before,
from tonight I know that you're the only one,
I've been confused and in the dark,
now I understand,
I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
I wonder why it is,
I won't let my guard down,
for anyone but you
we do it all the time,
blowing out my mind,
Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Só hoje


Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar viva
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou a causadora da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre
Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

'



Quando a chuva cai, parece que todos se foram.
Quando a noite cai você se pergunta se não deveria ter
encontrado algum lugar.
Correr e se esconder, escapar da dor.
Mas esconder-se é algo muito solitário para se fazer.
Não posso impedir a chuva de cair sobre você
novamente.
Não posso impedir a chuva, mas vou abraçá-la até ela
parar.
Quando a chuva vem, você a culpa pelas coisas que
fez.
Quando a tempestade se acalma você sabe que a chuva
deve cair sobre todos.
Repouse um momento, ficará tudo certo.
Ninguém gosta de você como eu.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Fabrício Carpinejar


Você tem medo? Medo, de alguma coisa assim normal, banal?
Eu tenho medo
Medo de me apaixonar
Medo de sofrer o que não estou acostumada
Medo de me conhecer e esquecer outra vez
Medo de sacrificar amizade
Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar uma coisa que mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros
Medo se o telefone toca
Medo se o telefone não toca
Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em alguma conversa
Medo de inventar uma desculpa para ser livre do medo
Medo de me sentir observada ao excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente, não suportar ser olhada com esmero e devoção
Eu tenho medo de ser engolida como se eu fosse líquido, de ser beijada como se eu fosse líquen e ser tragada como se eu fosse leve
Medo de me apaixonar por mim mesma
Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as minhas mãos quando criança
Medo de ser a última a vir para mesa, a última a voltar da rua ou a última a chorar
Eu tenho medo de me apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer
Eu tenho medo de me roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta
Medo de que ele seja um canalha
Medo de que até mesmo seja um poeta
Medo de que seja amoroso
Medo de que talvez ele seja um pilantra, incerto do que realmente quer, talvez todo em um único homem, todos um pouco por dia
Eu tenho medo do imprevisivel que foi planejado
Eu tenho medo de que ele morda os lábios e prove a minha carne
Medo de oferecer o lado mais fraco do corpo, o corpo mais lado da fraqueza
Medo que ele seja o homem certo na hora errada
Medo de dar a hora certa para homem errado
Eu tenho medo de me ultrapassar e me esperar por anos, até que eu antes disso e eu depois disso possamos nos coincidir novamente
Medo de largar o tédio, afinal eu e o tédio enfim nos entediamos
Medo que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com o seu passado
Medo que ele não queira se repartir com mais ninguém além dele
Medo que ele seja melhor que minhas respostas, pior que minhas dúvidas
Medo que ele não seja vulgar para escorraçar, mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar o tom da minha voz
Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa e recolida como se fosse paz
Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas
Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer
Medo de não ser interessante o suficiente para prender a sua atenção
Medo da independência dele, da sua algazarra, da facilidade que ele tem de fazer amigas
Medo de que ele não precise de mim
Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou banque o sério quando faz uma brincadeira
Medo do cheiro dos travesseiros
Medo do cheiro das roupas
Medo do cheiro nos cabelos
Medo de não respirar sem recuar
Medo de que o medo entrar no medo seja maior de que o medo de sair do medo
Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego
Medo de que a alegria seja apreenssão, de que o contentamento seja ansiedade
Medo de não soltar as pernas das pernas dele
Medo de soltar as pernas das pernas dele
Medo de convida-lo a entrar, mas de deixa-lo ir
Medo da vergonha que vem junto da sinceridade
Medo da perfeição que não interessa
Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida
Medo de estragar a felicidade por não merece-la
Medo de não mastigar a felicidade por respeito
Medo de passar pela felicidade sem reconhece-la
Medo do cansaço de parecer inteligente, quando não há o que opinar
Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou
Medo de faltar as aulas e mentir como foram
Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares, das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar
Medo de enlouquecer sozinha, e olha, não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha
E quando eu menos percebi, eu estava apaixonada e com medo disso.